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Alimentação contendo alguma gordura animal ajuda a formar músculos

Pessoas que evitam a ingestão de gordura animal podem ter um aumento mais lento da massa muscular ao se exercitarem por conta de deficiência de colina, mostra uma nova pesquisa.


“A ingestão abaixo da quantidade ideal de colina pode prejudicar o ganho de força muscular”, disse Chang Woock Lee, PhD, da School of Education, Health Professions and Human Development na University of Houston–Victoria.


No entanto, o consumo de uma quantidade de colina acima da recomendada não produziu benefícios adicionais, disse o professor na conferência de 2018 do American College of Sports Medicine (ACSM).


A colina desempenha um papel essencial na integridade da membrana celular, no transporte de lipídios e na metilação. É precursora da acetilcolina, o neurotransmissor que medeia a contração muscular nos neurônios motores.


Em estudos anteriores sobre o colesterol, Lee e colaboradores observaram uma associação entre a quantidade de colesterol consumida e a capacidade de ganhar força. Isso despertou o interesse dos pesquisadores nos micronutrientes encontrados nos mesmos alimentos que contêm colesterol. Dentre esses, a colina destacou-se como o mais importante.


Para ver como a colina altera as respostas musculares ao treinamento de resistência, a equipe complementou a alimentação de 37 pessoas entre 50 e 69 anos de idade com diferentes quantidades de colina. As 13 pessoas atribuídas ao grupo de pequena quantidade de colina receberam para consumo 0,7 mg de colina por kg de massa magra, as 11 pessoas atribuídas ao grupo de quantidade intermediária receberam 2,8 mg/kg, e as 13 pessoas atribuídas ao grupo de grande quantidade de colina receberam 7,5 mg/kg do micronutriente.


A alimentação consumida e rigorosamente documentada pelos participantes foi de 50% de carboidratos, 20% de proteína e 30% de gordura (menos de 10% de gordura saturada). A colina foi consumida em complementos de gemas de ovo, e todos os participantes completaram os esquemas alimentares com 0,8 g de proteína por kg de massa magra.


Não houve diferenças significativas de idade, sexo, altura, peso, gordura corporal, massa magra corporal ou o índice de massa corporal (IMC) entre os três grupos. Também não existiram diferenças significativas no consumo de energia total; energia a partir de carboidratos, proteínas ou gordura; percentual de quilocalorias de carboidratos, proteínas ou gordura; folato; vitaminas A B5, B6, B12, C, D ou E; ou betaína.


O grupo recebendo grande quantidade de colina consumiu significativamente mais colesterol, porém a colina foi associada de forma independente com o aumento da força, relatou Lee.


Três vezes por semana, os participantes fizeram oito exercícios em três séries de oito a 12 repetições a 70% de uma repetição máxima.


O consumo de colina foi estimado em 6,2 mg/kg de massa magra para consumo no grupo de pouca quantidade de complementação, 8,1 mg/kg no grupo de quantidade intermediária de complementação, e 14,2 mg/kg no grupo de grande quantidade de complementação.


"Estou muito surpresa que a complementação com colina tenha tido um efeito tão expressivo" diz Samantha Leyh.

A quantidade de colina consumida no grupo de grande quantidade do micronutriente foi mais do que a ingestão adequada recomendada pelo Institute of Medicine Standing Committee on the Scientific Evaluation of Dietary Reference Intakese o seu grupo de especialistas em folato, outras vitaminas B e colina, que sugere 550 mg/dia de colina para os homens e 425 mg/dia para mulheres, com um limite superior de ingestão para adultos de 3,5 g/dia.


Após 12 semanas de dieta e exercícios, Lee e colaboradores mediram a força dos participantes como um composto de uma repetição de levantamento máximo de peso e uma repetição de extensão máxima da perna.


Em média, o composto da força foi menor no grupo de baixa quantidade de colina do que nos grupos de quantidade intermediária e alta (29,4% vs. 46,8% vs. 47,4%, respectivamente). A diferença entre os grupos de quantidade baixa e intermediária foi significativa ( p = 0,034).


A melhora da qualidade do músculo da coxa – medida por uma repetição de pressão máxima da perna – foi significativamente menor no grupo de baixa quantidade do que nos grupos de quantidade intermediária e alta de colina (12,3% vs. 46,4% vs. 46,4%; p = 0,01, respectivamente).


Este achado é “fascinante”, disse Samantha Leyh, nutricionista do Air Force Research Laboratory, em Patterson (EUA). “Estou muito surpresa que a complementação com colina tenha tido um efeito tão expressivo".


Embora a vitamina D alimentar não tenha sido estatisticamente diferente entre os grupos, Samantha disse ao Medscape que gostaria de saber se os níveis séricos de vitamina D foram dosados.


O baixo consumo de colina pode ser comum entre os adultos mais velhos, porque as fontes habituais muitas vezes contêm gordura animal e colesterol, o que as pessoas que procuram uma dieta saudável costumam evitar, explicou Lee.


“As pessoas têm medo da gema do ovo”, disse o pesquisador ao Medscape.

A pesquisa mostrou que não houve efeito nocivo do colesterol alimentar, disse o pesquisador, acrescentando uma ressalva: o colesterol pode prejudicar as pessoas que não praticam exercícios suficientes, pois pode acumular-se na corrente sanguínea em vez de ser incorporado nas células em crescimento.


Os níveis ideais de ingestão da colina podem depender também da prática de exercícios, ressaltou.


É difícil obter quantidades adequadas de colina de alimentos vegetais, embora ela esteja presente, por exemplo, nos grãos de soja. Algumas pesquisas têm mostrado que suplementos contendo fosfatidilcolina têm melhor biodisponibilidade do que os suplementos contendo cloreto de colina ou bitartarato de colina, disse Lee.


O estudo foi financiado pela US Poultry and Egg Association. Chang Woock Lee e Samantha Leyh revelaram nã o possuir conflitos de interesses relevantes.


Reunião Anual do American College of Sports Medicine (ACSM) 2018: Resumo 219. Apresentado em 30 de maio de 2018.


Por: medscape.com

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